Lisboa 1850 e Outras Expressões de Ranço Cotidiano: Um glossário afetado, debochado e absolutamente necessário
Por Ana Luiza Basto Cordeiro MelloSobre o livro
Em algum momento entre os filtros do Instagram e a chegada triunfal do marketing pessoal nas legendas de posts, a linguagem deixou de ser apenas comunicação – e passou a ser performance.
Hoje, ninguém diz, apenas, que está bem: a pessoa “sente-se nutrida pela abundância da manhã”. Não se toma um café: “realiza-se um ritual matinal com notas de torra média”. E, claro, não se está “aqui”: está-se “por cá”.
Este glossário nasce da curiosidade em mapear essas expressões que infestam redes sociais, reuniões corporativas e até grupos de WhatsApp da família com ares de grande estilo – mas que, vistas de perto, são apenas Lisboa 1850 disfarçada de contemporaneidade.
Não é um ataque ao português europeu (que tem sua beleza própria), nem um manifesto linguístico. É, antes de tudo, um ato de afeto pela língua – aquela boa e velha língua que consegue ser clara, inteligente, elegante e… bem-humorada.
Prepare-se para rir, discordar e, quem sabe, rever algumas escolhas vocabulares. Afinal, o ranço também é uma forma de autoconhecimento.
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