Linha do tempo: Relações entre humanos e os outros animais: Misticismo, Teocentrismo, Antropocentrismo, Biocentrismo

Por Sérgio Augusto

Sobre o livro

A construção da temática teve início em 2013, em um pré-projeto de conclusão de curso para a graduação na área de Ciências Biológicas. A princípio, o trabalho ainda conserva o objetivo inicial de um material educativo para escolas, sobre ética animal abolicionista.

A livro busca contextualizar as relações humanas com os outros animais ao longo da história, classificada em 5 grupos: relações naturais, místicas, teocêntricas, antropocêntricas e biocêntricas.

Os períodos mais antigos remetem-se às relações baseadas no instinto e na luta pela sobrevivência (presa e predador). Na Pré-História, em um tempo impreciso, é inserida a concepção de “alma e espírito”, resultando em novas relações, o que chamo de relações místicas.

As crenças ficam complexas; nascem as religiões. As relações com os outros animais são modificadas, conforme a peculiaridade de cada religião (relações teocêntricas). No Cristianismo, por exemplo, o conceito de alma aos outros animais não era permitido.

Os animais eram vistos como inferiores, brutos, criados por Deus para servir aos humanos. Segundo Morris, a ideia de que os animais não têm alma elimina a culpa nas relações cruéis.

Chegando à Idade Moderna, os outros animais continuam sendo vistos como seres inferiores, irracionais, produtos, objetos e recursos naturais para servir aos humanos. O humano agora toma o lugar de Deus, como centro do universo (relações antropocêntricas).

Na Idade Contemporânea, a ética e a moral não são limitadas ao benefício do humano e abraçam toda a biodiversidade, principalmente, os seres que possuem a capacidade de sentir dor.

Essa classificação foi associada respectivamente à Pré-História (até 4000 a.C.), Idade Antiga (até 476 d.C.); Idade Média (até 1453 d.C); Idade Moderna (até 1789 d.C.) e Idade Contemporânea (dias atuais).

No livro buscou-se demonstrar qual época está embasada determinada relação, argumento ou visão em relação aos outros animais. É possível ter uma melhor compreensão sobre a persistência humana na violência e na exploração dos outros animais.

Estamos na Idade Contemporânea. Será que nossas ações em relação aos outros animais correspondem ao nosso tempo?

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