Libertos, patronos e tabeliães: a escrita da escravidão e da liberdade em alforrias notariais
Por Douglas LimaSobre o livro
“Aqui, serão enfatizados os mecanismos cotidianos e jurídicos, em muitos aspectos partilhados por libertos, patronos e tabeliães, que acabaram referenciados nas alforrias notariais sabarenses.
O traçado desta jornada é desafiador: aventura-se em diferentes temporalidades para buscar chaves de entendimento de muitos aspectos das experiências de escravidão e liberdade, tenta aproximação com as personagens que tradicionalmente registravam por escrito as mudanças de status, finalmente, descortina vales, montanhas e campos de Minas Gerais da primeira metade do Setecentos.”
Quais as dinâmicas envolvidas na ocorrência de alforrias em antigas sociedades escravistas? Como era a relação entre o liberto e seu patrono? Que desafios enfrentavam mulheres e homens antes e depois da conquista de suas liberdades?
Resultado destas e de outras inquietações, este livro analisa documentos de alforria registrados na Comarca do Rio das Velhas, porção territorial que abarcava grande parte de Minas Gerais no século XVIII.
A pesquisa apresenta um contexto complexo, no qual a formalização de um novo status social estava condicionada a variáveis diversas.
A discussão vai além da realidade mineira de outrora, já que aspectos dos processos de libertação de escravos também ocorreram de formas mais ou menos semelhantes em outros tempos e espaços.
Ao longo do livro, emergem trajetórias intricadas, com personagens que operavam valores bastante diferentes dos nossos, mas, ao mesmo tempo, protagonistas de questões que ainda ressoam nos tempos atuais.
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