LEMBRANÇAS DE UM FUTURO DISTANTE

Por MARCOS AVELINO MARTINS

Sobre o livro

104º livro do autor, sendo outros 102 deles publicados pela Amazon.

Alguns trechos:

“Essa cápsula do tempo onde séculos percorro, / Para trás e para frente, numa sucessão infinita, / Ainda não me revelará como é que morro, / Mas só pode ser por causa dessa saudade infinita!”

“E, enquanto essa noite linda morre, / Deleito-me com suas taras estranhas, / Jamais imaginadas, / Unindo os nossos destinos, / De formas inexplicadas,”

“E então, eu apenas a abracei, / E murmurei baixinho: ‘Sinto muito!’, / E você, retribuiu o abraço, / Apertando-me calidamente, / Num amplexo do qual jorravam saudade, / Promessas sepultadas no passado, / Sentimentos abandonados ao relento, / Que de repente voltavam à tona, / Num reencontro improvável como o perdão…”

“Por isto, melhor deixar como está, / Se você me quiser / Em qualquer dessas noites, / Ligue-me, quem sabe dá certo, / E entre nossos corpos dá liga, / Mas de manhã, apenas parta, / Com uma lágrima no olhar, / Ou talvez um sorriso, / Quem decide é você!”

“E nessa história fugaz, / Que tão pouco durou, / Súbito, acabou o meu gás, / Pois a Poesia me abandonou.”

“As promessas em seu olhar contidas / Revelam-me segredos inconfessáveis, / Sobre noites eróticas e atrevidas, / Palcos de aventuras memoráveis!”

“Nesse mundo onde a ilusão se perdeu, / Nossos laços sinceros nos darão segurança, / Rumo a um futuro onde se torne impossível / Qualquer coisa destruir essa paixão bem resolvida, / A construirmos com amor a mais linda história / Que alguém jamais escreveu…”

“Onde haviam dois, só um ficou, / Nesse pesadelo que me prendeu, / Foi a noite que te levou, / E nunca mais devolveu…”

“Fico pensando o resto da noite em você, / Naquela paixão sem igual, / Que, não sei por que, acabou, / E, como todo poeta, / A solidão abrasante me invade, / E tomo um gole monumental / De saudade…”

“Compus para ela um interlúdio, / Uma linda melodia introdutória, / Um doce prelúdio, / Não mais do que uma peça declaratória, / Mas digna de ser gravada num estúdio / Com uma letra que contasse nossa história.”

“Lembre-me de lhe contar qualquer hora / De onde tiro essa infinita inspiração, / Não me deixe nunca mais ir embora, / Abrigue minha alma no seu coração. / Faça-me rir sem qualquer motivo, / Só por causa de sua alegria, / Faça-me sentir ainda mais vivo, / Mesmo sabendo que você só existe em minha Poesia!”

“Meus pensamentos tomas de assalto / Ao contemplar o teu corpo esbelto, / Ante cuja pureza eu me avilto, / Olhando absorto o teu cabelo revolto, / Querendo partilhar contigo algum jogo adulto.”

“E lá, entre os arco-íris das auroras, / Misturamos os nossos cromossomos / Aos dos relógios que nos escravizam, / Medindo o longo tempo que nos resta, / Até chegar o momento de retomar a sanidade, / Trocando os inúmeros neurônios que agonizam, / Por outros que anseiam participar de uma festa, / Para celebrar o fim de uma doença chamada saudade…”

“As cortinas do palco desceram, / E nunca mais se levantaram, / E os sentimentos que se perderam, / Nunca mais se recuperaram…”

“Enxugue essa lágrima sorrateira / Que insiste em rolar, / Faça de conta que é só um cisco, / E que sou página virada / No livro de sua vida, / Que mal começou, / Enquanto o meu livro / Já está no capítulo final, / Aguardando apenas o epílogo, / Que não terá final feliz, / Mas de que isto lhe importa?”

“Por que terás vindo para a Terra, / Surgindo de repente à minha frente, / Em que mesmo eu me inspirava, antes que viesses? / Que mistério estelar em teus olhos se encerra / E me inspirou esse poema tão irreverente, / Será possível o amor entre diferentes espécies?”

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