Sobre o livro
A versão física deste livro foi publicada pela editora Penalux. SINOPSE: Lembranças das drogas que me mataram é um romance narrado em primeira pessoa pelo jovem Hugo.
A narrativa retrata a vida do personagem dos vinte até os vinte e cinco anos e dá sequência ao primeiro romance da trilogia, Memórias da infância em que eu morri.
Antes, um fã de esportes e da leitura de Fernando Pessoa, Hugo agora se vê, mais velho, envolto com questões como a universidade, o mercado de trabalho e os tratamentos psiquiátricos receitados para seus supostos distúrbios.
Neste livro, Hugo passa a se tratar com um psiquiatra, tomando remédios para sua ansiedade e seus transtornos, entra na faculdade de Comunicação, faz estágio em jornais e revistas do Rio de Janeiro e decide que será escritor.
As substâncias do tratamento psiquiátrico o afetam intensamente, e ele vive uma batalha interna e externa entre ser um bom estudante, fazer uma boa carreira no jornalismo, trilhar seu próprio caminho dentro de uma sociedade e uma família, que ele sente como opressoras, e dedicar-se à arte da escrita.
Hugo, mãe, pai e irmão ainda vivem na mesma casa, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, mas Hugo passa a morar, por um tempo, na casa do seu melhor amigo, Lucas, no Jardim Botânico.
Eduardo, o irmão, que antes causou a queda de Hugo na borda da piscina, durante a infância, agora é seu maior apoiador, inclusive por emprestar dinheiro ao caçula. Hugo parece ter orgulho do irmão.
Já a mãe se tornou uma pessoa repressora, que apenas enxerga as coisas sobre seu próprio ponto de vista e vive os maiores conflitos dentro da família com Hugo. “Com ritmo nervoso e frenético, Hugo Pascottini Pernet se mostra mais ousado e com superior domínio da técnica.
Um escritor que avança com passos precisos”. Leonardo Villa-Forte – Escritor “Hugo Pascottini Pernet constrói uma narrativa precisa, clara, ágil e objetiva, além de revelar uma realidade chocante. É admirável a utilização de vários estilos pelo escritor.
O livro é perfeito quanto ao conteúdo e às experimentações linguísticas.” Alexandra Vieira de Almeida – Escritora e crítica literária Apresentação escrita pelo escritor e jornalista Arthur Dapieve: “Hugo Pascottini Pernet c’est moi!”, afirma a criatura. “Não!
Hugo Pascottini Pernet c’est moi!”, protesta o criador. Impossível decidir, mas essa é a graça (e a miséria) dessas histórias.
Só não se pode confundir nenhum dos dois com o Hugo Pascottini Pernet criatura e o Hugo Pascottini Pernet criador de Memórias da infância em que eu morri, primeiro volume do projeto Entre Realidade e Invenção, de 2018.
Porque, seja quem forem esses Hugo Pascottini Pernet, eles estudadamente amadureceram para este Lembranças das drogas que me mataram.
A criatura não é mais a criança que descobre, aterrorizada, ter câncer; agora, é o jovem universitário que descobre as agruras da profissão que escolheu – o jornalismo – justo para poder contar boas histórias.
O criador não é mais o artesão de uma dicção “infantil”; agora, é o jovem universitário que se recusa a entrar na linha de montagem existencial e que prefere ler, como nós, escrever à la Flaubert (ou Proust) e usar bandana à la David Foster Wallace.
Autoficção pode, em mãos erradas, se tornar um exercício estéril de egolatria. O escritor Hugo, porém, tem as mãos certas: suas agruras com drogas legais e ilegais, seu cruel senso de humor e, sobretudo, seu jeito com as palavras potencializam nossa empatia. Porque Hugo, o outro, não é perfeito.
Ele é uma síntese muito humana de desespero e esperança, tentativa e erro, ficção e realidade. Ele é gente, não é pose.
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