Imagine: O Desafio do Século 21.

Por Sérgio Spritzer

Sobre o livro

Tradicionalmente não percebemos como as formas de imaginar criam formas de linguagem e acreditamos no inverso, ou seja, que a linguagem cria a imaginação, mesmo sabendo que animais não falantes, como pelo menos os mamíferos, imaginam.

A evolução das espécies evidencia como a função imaginária aparece antes da linguagem codificada seja no desenvolvimento das espécies quanto no desenvolvimento humano.

Há evidências experimentais de que mamíferos, ao menos imaginam, mesmo não usando códigos linguísticos complexos como os de humanos.

Mesmo sabendo que a fenomenologia imaginária é anterior ao “nascimento da linguagem”, e possivelmente é essencial para perceber o mundo, inclusive o linguístico, ele não tem um campo definido de estudo.

A ideia de uma percepção que nos atinge diretamente e só depois vira imaginação não se mostra de todo coerente. A imaginação preexiste à percepção e ao pensamento na forma de uma “onda de expectativa”’ Uma predisposição psicobiológica.

Existe um filtro imaginário para o reconhecimento da identidade de si e do mundo, e de si com o mundo, de si com o mundo. O estado imaginário orienta a atenção, a percepção, o pensamento, move a mente e o corpo em certa direção em busca de um certo sentido e não de outro.

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