Imagem e União com o Absoluto: considerações sobre o pensamento de Mestre Eckhart e seus desafios para o ser humano no mundo contemporâneo
Por Fernando Tadeu Barduzzi TavaresSobre o livro
Um dos temas mais discutidos no mundo é a existência de Deus. Sócrates acreditava nos deuses do Olimpo. Platão dizia que havia uma espécie de deus criador, chamado demiurgo, e Aristóteles fala sobre o primeiro motor, um ato puro, pensamento do pensamento.
O primeiro testamento apresenta algumas vezes Deus como guerreiro, já o segundo apresenta-O como um Deus de amor. A Idade Média reforçou a imagem de Deus como aquele que pune os pecadores, enquanto na Idade Moderna vemos Spinoza afirmar que Deus está em tudo e tudo está em Deus.
Nietzsche dizia: “Deus está morto!”. A Idade Contemporânea enfatiza um Deus customizado, Deus é aquilo que penso Dele. Esta obra reflete sobre a imagem e o processo de união do ser humano com o Absoluto à luz do pensamento de Mestre Eckhart.
Ele concebia a imagem de Deus refletida na alma humana a partir da desconstrução de todas as outras imagens nela preconcebidas. O pensamento de Eckhart se expressa com a visão divina sobre “a imagem e semelhança”, a qual se manifesta na ausência de imagens e de atributos.
O homem se descortina para o infinito quando compreende essa ausência, concebendo em seu entendimento que é Deus quem norteia as possibilidades de caminho que levam até o conhecimento dele mesmo.
Em Eckhart, a união entre o homem e o Absoluto se dá através da alma, no silêncio, e isto requer um despojamento; é preciso que ela se esvazie, se desapegue do imaginário, pois imagem alguma poderia representar Deus e descortinar o Absoluto.
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