Humanização do Tempo: Trabalho, dignidade e defesa da escala 5×2

Por Afrânio Patrocínio de Andrade

Sobre o livro

O autor parte de uma constatação fundamental: o tempo, tal como o vivenciamos, não é uma realidade meramente física ou neutra. Ele é uma construção histórica, cultural, jurídica e econômica.

A forma como dividimos os dias, organizamos as semanas, estruturamos os meses e distribuímos o trabalho ao longo do ano revela escolhas normativas profundas.

Nesse sentido, a obra demonstra que o calendário frequentemente percebido como dado imutável constitui, na verdade, instrumento central de ordenação da vida coletiva. Ao propor uma reforma do Calendário Gregoriano, a obra não se limita a um exercício teórico ou especulativo.

A reorganização em treze meses regulares, com semanas invariáveis e dias tecnicamente neutros, é apresentada como meio estruturante para enfrentar problemas concretos do mundo contemporâneo: imprevisibilidade institucional, assimetrias produtivas, concentração artificial de períodos de descanso, sobrecarga laboral e dificuldades na gestão pública e privada.

A proposta dialoga com a economia, o Direito, a administração pública, a logística, o sistema financeiro, a agricultura e a sociedade tecnológica, demonstrando sua abrangência e potencial transformador.

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