Homo tempus: O que sobrou do futuro? (Romance distópico em um futuro com neandertais)

Por F.E. Jacob

Sobre o livro

Declaração do cientista Alysson R. Moutri que criou os organóides cerebrais com DNA neandertal: “O Homo tempus é um convite a refletir sobre como estamos moldando o futuro da civilização.

Lembra-nos de não ignorar nosso conhecimento ancestral do mundo, às vezes escondido em um simbolismo que podemos não compreender totalmente. Também alerta sobre o respeito à nossa neurodiversidade, muitas vezes esquecida nos dias modernos.

Portanto, esta não é apenas uma fantástica história de ficção científica, mas também um momento para fazer uma pausa e aprender sobre a natureza humana ”.

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Estamos sozinhos no universo?

Essa é uma pergunta que hoje não sabemos responder, mas no passado a resposta era “não”. Tínhamos irmãos, e não eram extraterrestres, e sim neandertais. Ao contrário da imagem que se construiu, eles eram tão humanos quanto nós, Homo sapiens, porém mais fortes e com o cérebro maior. Sua extinção continua sendo um mistério.

Esse livro conta a história de Wallace Vidal, um jovem bibliotecário que se perdia nas fases da própria vida, mas que por acidente viaja no tempo e é aprisionado por neandertais — no futuro.

Agora ele precisa fugir e entender o que causou o colapso da nossa sociedade, ao mesmo tempo em que tenta desesperadamente consertar os erros que cometeu nesse futuro que não compreende.

Para isso deverá sobreviver a uma longa jornada, em que precisará da ajuda de todos que encontrar, neandertais ou Sapiens.

Com narrativa fluida e diálogos rápidos, Homo tempus é um romance distópico futurista, que se baseia nos mais recentes estudos paleontológicos. São utilizadas ideias de filósofos contemporâneos e simbolismos primitivos para retratar os ciclos de aprendizado humano que são necessários durante a vida e as consequências de serem ignorados, tanto para o indivíduo quanto para a sociedade.

***HomoTempus por Anthonio Delbon*** A imaginação do desastre, conceito utilizado por Henry James, é um prato cheio para amantes de distopias, ficções científicas e fantasias de caráter provocativo.

HomoTempus, do brasileiro F.E.Jacob, é um belíssimo e acessível livro de estreia que abraça esse exercício imaginativo para retratar o otimismo ridículo do mundo atual, levando o leitor em uma verdadeira aventura cinematográfica.

E o melhor: sem perder o apelo filosófico que caracteriza as grandes obras do gênero. F.E.Jacob soube trabalhar com a devida calma para atingir um público jovem-adulto de forma certeira.

Trazendo à mistura distópica viagens no tempo e, principalmente, neandertais – com recomendadas referências científicas ao final da obra, para quem se interesse como eu – conseguiu traçar um diálogo consistente entre passado, presente e futuro sem apelar ao reacionarismo barato ou às ideologias ingênuas.

Seu acerto começa por focar a lente em um jovem protagonista, cheio de potencial e capaz de conversar com o público a cada virada da trama.

Wallace Vidal, bibliotecário pouco afeito às tradições e sabedorias com que tem contato em seu ambiente de trabalho, é o guia de viagens no tempo que mais simbolizam as viagens de sua própria alma.

Do frágil passado neandertal ao totalitário futuro eugênico, é ele o guia do leitor que passa, em ritmo frenético, a imergir em diferentes tempos e sociedades.

Lentamente, graças à sutileza do autor, começa-se a perceber que as lições de um tempo servem muito mais ao presente original do próprio protagonista – e ao nosso, por consequência. (…) #neandertal #DNA #conservadorismo

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