História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal – II
Por Alexandre HerculanoSobre o livro
Bula de perdão de 7 de abril de 1533. Apreciação dela. – Procedimento da corte de Portugal. – Negociações com o papa em Marselha. – Enviatura de D. Henrique de Meneses e instruções dadas ao arcebispo do Funchal. – Diligências baldadas em Roma para anular o perdão. – Insistência dos embaixadores.
Protraem-se os debates. O papa resolve definitivamente manter a bula de perdão. Breve de 2 de abril de 1534. – Tentativas de transação propostas por D. Henrique de Meneses. – Procedimento do arcebispo do Funchal, suas relações com Duarte da Paz e traições deste.
– Resistência em Portugal ao cumprimento da bula de 7 de abril e perseguições contra os conversos. – Breve de 26 de julho. – Morte de Clemente VII e eleição de Paulo III. – Caráter do novo papa. – Renovam-se as negociações. – Intervenção do embaixador espanhol.
– O papa manda suspender os efeitos dos breves de 2 de abril e 26 de julho. – Novos debates sobre a bula de 7 de abril. – Transação proposta pela corte de Portugal e bases oferecidas para ela. – Intrigas em Roma.
Progresso da luta e resolução final sobre as modificações do perdão e sobre o restabelecimento do tribunal da fé. – Conselhos de D. Henrique de Meneses e do arcebispo a el-rei acerca desta matéria. – Dobrez da cúria romana. – Acusações de Sinigaglia contra o Governo português.
– Despeito mútuo das duas cortes. – Ajustes vergonhosos do núncio com os cristãos-novos. – El-rei pensa em transigir com os conversos para que aceitem a Inquisição modificada. – Reação do espírito de intolerância. – Revalida-se por mais três anos a lei de 14 de junho de 1532.
– Breve de 20 de julho de 1535 anulando os efeitos dessa lei. – Diligências da corte de Portugal para obter a revocação de Sinigaglia e instruções aos embaixadores para repetirem as tentativas de um acordo. – Ideia de fazer com que Carlos V intervenha energicamente na questão. – Novas intrigas.
– Deslealdade do arcebispo. – Irritação extrema do papa. – Bula de 12 de outubro revalidando e ampliando a de 7 de abril de 1532. – D. Martinho de Portugal é desmascarado. Mútua malevolência entre ele e D. Henrique de Meneses. – Influência da bula de 12 de outubro em Portugal.
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