Hiperpneia: poesias

Por Mary Barradas

Sobre o livro

MARY SUELY BARRADAS é carioca, mas foi criada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Aos vinte anos, mudou-se para o Jardim Botânico, seu bairro do coração, por quem é apaixonada. Formou-se em Psicologia e fez mestrado em Educação e doutorado em Psicologia Social.

Das suas origens baiana e mineira, mais especificamente do sul da Bahia e do norte de Minas, surgiram o gosto musical e a maneira muito intimista de contar estórias através da poesia.

Afinal, com dizia mestre Guimarães Rosa, essas microrregiões do Brasil formam um mesmo e único Sertão, tão bem retratado na obra do grande escritor.

Dessa mistura entre Baixada e Zona Sul, de Sertão e cidade grande, surgiu uma poesia por vezes muito espontânea, outras vezes mais elaborada formalmente, mas sempre brotada das entranhas da alma. Não é à toa que a palavra “alma” aparece muitas vezes nos seus versos…

Capaz de amar muito, desmedidamente, torna-se também muito exigente em ser amada, desmedidamente. Esses extremos de sentimentos levam-na a gozos extremos e a extremas tristezas na sua vida e na sua poesia.

Suas principais influências poéticas (se quisermos ser pedantes) são o Baudelaire de Les Fleurs Du Mal (seu livro de cabeceira, que leu em francês, para sermos pedantes, mais uma vez…), o Bandeira de Estrela da Vida Inteira, o Fernando Pessoa como ele mesmo, o Drummond mais amoroso, o Vinicius de Moraes sempre.

Boa leitura!

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