Heroísmo Invertido no Brasil Colonial

Por Tânia Tonelli

Sobre o livro

No ano de 1750 o boiadeiro Francisco de vinte e dois anos chegou na Fazenda Boi Valente acompanhando uma boiada. No sábado teve uma festa junina na fazenda.Durante o evento Francisco se impressionou com uma moça loira de olhos verdes, deveria ter dezoito anos.

O capataz Gervasio comentou que a senhorita chamava-se Sabrina e era filha do coronel Apolinario.Durante a madrugada o rapaz acordou, precisou ir no pomar urinar. Enquanto Francisco retornou ao galpão viu três homens bêbados batendo numa mulher negra. Chateado ele pediu para não agredirem a dama.

Rindo responderam que aquela mulher era uma escrava e iriam satisfazer os seus prazeres carnais.Francisco tentou defende-la, bravos os três homens bateram nele. Depois o trancaram uma cela junto com os escravos. Antes de clarear o dia os escravos liderados por Valentim fugiram da fazenda.

Eles levaram o rapaz junto com eles.Quando ele acordou a escrava o agradeceu por tê-la defendido dos homens bêbados e fez os curativos nas feridas dele. Confuso Francisco afirmou ser branco, era um homem livre e não iria junto com o povo negro. Valentim afirmou terem socorrido um homem ferido.

Como ele fugiu junto com os servos rebeldes seria preso por incentivar fugas de escravos.Aquele grupo de homens, mulheres e crianças pediram abrigo no Quilombo Rapadura governado por Teresa. Passados alguns dias Francisco se recuperou dos ferimentos.

Ele fez amizade com Valentim e Teresa, decidiu morar no Quilombo Rapadura.Em 1750 a exploração de ouro fez sucesso no Brasil Colonial. O coronel Apolinario vendeu bastante gado na cidade Rosa Dourada. O fazendeiro incentivou o minerador viúvo Aristides em se casar com a sua filha.

Este homem quis conhecer pessoalmente a donzela.Passados alguns dias Sabrina dirigiu-se a mansão do minerador. Aristides achou a moça linda, durante o jantar a pediu em casamento.

Apolinario e Aristides marcaram o casamento dos noivos na fazenda Boi Valente dentro de trinta dias.Após dois dias Apolinario precisou ir ao Rio de Janeiro. Antes de partir mandou a sua filha e a dama de companhia retornarem ao lar. As duas moças entraram na carruagem.

Passado algum tempo enquanto viajaram na estrada da floresta diversos assaltantes montados em cavalos cercaram a carruagem.Esses indivíduos eram membros do grupo Dragões. Como foram explorados pelos mineradores, comerciantes e fazendeiros assaltaram os ricos para sobreviverem.

Mandaram as duas moças descerem da carruagem. Ficaram impressionados com a beleza delas e decidiram estupra-las.

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