Hangra Reis e O Menino da Luva Vermelha (Conto) (Contos de Hangra Reis Livro 1)

Por Danka Maia

Sobre o livro

Final do século XIX,no dia 13 de maio de 1888, em pleno dia onde extingui-se a escravidão no Brasil.Uma menina, filha de escravos já alforriados consegue sobreviver a um parto extremamente difícil que acarreta na morte de sua mãe,Antônia.

Os donos da Fazenda Progresso, o Barão Heleno de Bourbon primo em segundo grau da família da corte francesa, agraciado em bens e sua esposa a Baronesa Belina, que jamais conseguiram ter filhos, haja vista que os que nasceram foram natimortos.

Sempre conhecidos por ser tão solícitos aos seus criados, porque foi um dos pioneiros a reconhecer o trabalho e pagar em moeda corrente pelos préstimos daquele povo africano.

Decidiram para o assombro de toda comunidade Carioca da época adotar como filha menina que nascera naquele dia e chama-la de Hangra Reis do Brasil sobrenome que os pais adotaram quando aqui chegaram da África.

Hangra Reis fora uma homenagem que a Baronesa desejou fazer ao vilarejo Angra dos Reis – Estado do Rio de Janeiro, que tanto amava e que para si o local que mais dignificava o solo sagrado brasileiro.

Hangra recebeu a melhor educação que o poder aquisitivo da época comportava, no entanto, muitas vezes esbarrou no mesmo contexto:

O preconceito Racial.Era intolerável para a sociedade aristocrata da época aceitar um casal de senhores feudais ter como filha além de adotada também negra.Contudo, isso jamais impediu a menina que virou adolescente e então mulher, dominar seis idiomas, completar os estudos, formar-se com louvor em direito inda que tivesse que assistir algumas aulas no fundo da sala com dois metros de distância da penúltima fileira por exigência dos demais pais e mestres e sendo a única mulher e negra dentro da sala.

No entanto, em seu coração ela incansavelmente teve o mesmo ideal, investigar casos cujos não havia explicações ou era absurdamente abafados dadas as circunstâncias ora política ora social-econômica dos indivíduos envolvidos.Seu pai era reticente quanto a isto, no fundo o Barão julgava que filha conseguiria uma vez sendo mulher e principalmente negra.Após a morte de Belina, sua mãe,ele também logo sucumbiu deixando todos os bens para sua única herdeira, que vendeu a propriedade, e atirou-se a sua jornada crendo que essa era sua sina e paixão.

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