Sobre o livro
‘Somos em muitos os que me narram’. Haquel precisa de um narrador não convencional para guia-la em seus passos pois sua tristeza é tanta que teme que o vazio comece a narrar.
E de alguma forma surgem três narradores que discutem entre si, intimando o leitor a prestar atenção nos detalhes e discussões tão profundas quanto os mistérios que esta vida nos traz.
A complexidade do texto se dá pela quantidade de elementos que se apresentam: ilustrações, poesia, analogias, metáforas, curadoria de conteúdo e sarcasmo. Dividido em duas partes, há algumas armadilhas que o leitor será graciosamente capturado, e depois desarmado.
E a cereja do bolo está na descoberta do porque as pedras não irem para o céu. Um resumo menos abstrato que este revelaria todos os truques que a mágica da trama se tece.
A capa faz referência à três brincadeiras, uma em cada língua.
Hahaquel, pois a personagem ri muito de si mesma (mas que se revela só na 2a parte); ‘Ceci n´est past une livre de recette’, referente ao quadro do René Magritte ‘eu não sou um cachimbo’, já que muitos conselhos são apresentados ao leitor, mas que o livro não é um passo a passo; e o nome da autora é uma deboche em relação ao texto de Cícero, em latim, utilizado normalmente para preencher uma diagramação não pronta (ao invés de colocar xoxoxox, colocam este texto): *lorem ipson dolor* sit amet consectetur…
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