Guelfos e Gibelinos: Tentativa critica sobre a actual polemica litteraria

Por Eduardo Augusto Vidal

Sobre o livro

Digamos antes do tudo, e sobretudo, uma verdade. A escola de Coimbra existia ha muito, a de Lisboa sabia-o, e nem esta nem aquella se provocavam. Ainda mais.

Apparecera entre nós um livro, digno de menção pelos rasgos de talento que ostentava, e ao mesmo tempo digno de censura pelos seus não poucos dislates. Este livro era a Visão dos tempos.

A tal apparecimento reuniram-se os magnates,{5} perfilaram-se os admiradores, a critica desbarretou-se, os minoristas da imprensa vieram assaralhopados, e de naveta em punho, botar incenso nos thuribulos, os cirios arderam profusamente em volta d’este Genesis sacrosanto.

A devoção dos fieis crescia de ponto; o moço poeta repotreado na sua curul olympica deixava cair sobre as multidões boquiabertas um raio de luz da sua graça.

Desde as camaras douradas até ás mansardas obscuras, desde o academico até o noticiarista, desde o rico homem até o pobre-diabo, ninguem via, ninguem pensava, ninguem fallava n’outro livro. Lisboa teve de abrir as suas valvulas de salvação, para não voar em hastilhas n’uma explosão de enthusiasmo.

Esta é que é a verdade. Tempos depois Theophilo Braga dava a lume outro poema.

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