Grotowski, Grotowskianos e o Paradoxo Precisão–espontaneidade

Por Lidia Olinto Do Valle Silva

Sobre o livro

Grotowski permanece atual nas bases que define para o ator: “Que resistências existem? Como podem ser eliminadas? Que só permaneça dentro dele o que for criativo. Trata-se de uma libertação”.

O que é essa “força criativa” que deve permanecerno ator quando a suposta “eliminação” das doxas corpóreas for realizada? E o próprio Grotowski nos responde: “Se se pede ao ator para fazer o impossível e ele o faz, não é ele – o ator – que foi capaz de fazê-lo. É seu homem que o faz”.

Esse “seu homem” não pode ser confundido com uma essência humana totalizante, mas como um grau de potência de afetar e ser afetado. Esse homem – enquanto grau de potência – torna-se, para Grotowski, um homem relacional e uma potência construtora presente, uma usina intensiva.

Um homem-ator que busca potencializar de forma alegre e positiva suas relações. Alegria deve ser entendida em sua forma-Espinosa: enquanto aumento de potência no encontro.

Este livro de Lidia Olinto nos mostra a busca incessante de Grotowski por esse ator-homem que procura incansavelmente uma ética de alegria, tendo como base os três mais famosos espetáculos da década de 60: Akropolis, O Príncipe Constante e Apocalypsis cum Figuris e, como tema central, o paradoxo precisão-espontaneidade.

Um livro necessário! (Prof. Dr. Renato Ferracini Unicamp)

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