Sobre o livro
Golfe no Rincão da Carolina resgata tacada a tacada o mapa perdido do campo de golfe mais antigo do Brasil, aquele desenhado por Jose Maria Gonzales, pai de Mario Gonzales, para os americanos do Armour Golf and Country Club, em 1915.
Traz também a descrição comparativa com o campo atual, o do Clube Campestre de Livramento, casa do autor, Thomaz Albornoz Neves, e de seus pupilos oriundos do vizinho bairro do São Paulo, maior celeiro de golfe popular do Brasil e de onde saíram os campeões nacionais da Boa-bola, Herik Machado, Sandro Gonçalves Tavares e Andrey Xavier, entre tantos outros.
Com uma prosa clara e elegante, Albornoz Neves mapeia as causas do sucesso competitivo das crianças do bairro e reflete sobre as dificuldades de promover a inclusão através de projetos sociais no interior do Brasil.
A iconografia é rica, retrata personagens de época, a paisagem e o rústico ambiente do esporte no extremo sul do Brasil.
Originalmente publicado como a segunda parte de seu diário de treinamento em alto rendimento, Golfe no Rincão da Carolina é nas palavras da crítica especializada “a primeira obra literária escrita sobre golfe no Brasil”.
Thomaz Guilherme Albornoz Neves (Sant’Ana do Livramento, 23 de dezembro de 1963) é um poeta brasileiro que construiu sua trajetória à margem da tradição lírica nacional.
Sua poesia, escrita entre 1981 e 2018, está reunida no volume À espera de um igual. São seis livros que podem ser lidos como um só. Neles, um surrealismo extemporâneo evolui a uma intensa concisão formal gradualmente desintegrada pelo enfrentamento com o silêncio.
O desafio de dizer o que não pode ser dito, tema central em Exílio (2008), leva Ivan Junqueira a escrever que Albornoz Neves “aspira um estado não verbal da linguagem”. Firmemente estruturados no presente, os versos de À espera de um igual partem da realidade para transcendê-la.
Seja por impulso de origem, seja por busca de realização, esta é uma obra aberta à espiritualidade.
Mestre na arte do fragmento, Thomaz Albornoz Neves é, nos termos do poeta uruguaio Rafael Courtoisie:
“um dos autores mais importantes do Brasil contemporâneo. A sua proposta, sólida e comunicativa, é a de um poeta pleno que explora e interroga o mistério em uma cerimônia exuberante de luz e palavra.”
Dele foi dito:
Thomaz Albornoz Neves é um mestre na arte do fragmento. Bruno Tolentino
Sua poesia não perde tempo com torneados: vai direto à iluminação poética. Sim, foi o que me sugeriram seus poemas: Iluminações. Ruy Espinheira Filho
Poesia construída com finos traços e com silêncios. O texto é zen, quase mineral, quase casto, um despojamento. Provoca no leitor sorrisos diante de um poeta que, sabendo o que sabe, é sereno como uma montanha. Neide Archanjo
Poesia cristalina e misteriosa. José Paulo Paes
A poesia de Thomaz Albornoz aspira um estado não verbal da linguagem. (…) Poeta para poucos e, como poucos, não se entrega integralmente a uma primeira leitura. Ivan Junqueira
Sua força reside na busca de diferenciação, através da opção por um percurso que nada tem a ver com a tradição lírica nacional. Ricardo Vieira Lima
Uma voz íntima, mas quase sideral, imersa em um silêncio enorme. Rodolfo Alonso
Exílio: o poema quântico. Juva Batella
Thomaz Albornoz Neves escreveu o primeiro livro verdadeiramente literário sobre golfe do Brasil. M. Frenette
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