Frankenstein: ou o Moderno Prometeu

Por Mary Shelley

Sobre o livro

Há histórias que atravessam séculos e continuam a arrepiar, a emocionar e a fazer pensar. Frankenstein, escrito por Mary Shelley em 1818, é uma delas.

O jovem e brilhante Victor Frankenstein fica obcecado com uma questão que desafia a própria natureza: será possível criar vida a partir da morte? Movido por um orgulho desmedido e uma ambição sem limites, ele consegue o impossível — e imediatamente se horroriza com o que criou.

A Criatura, abandonada pelo seu criador logo ao nascer, vaga pelo mundo em busca de amor, aceitação e um lugar entre os humanos. O que ela encontra é ódio, medo e rejeição. E é dessa dor que nasce algo muito mais aterrorizante do que qualquer monstro: a vingança de um ser que só queria pertencer.

Frankenstein não é só um romance de terror gótico. É uma reflexão profunda sobre responsabilidade, sobre o que nos torna humanos, sobre os limites da ciência e sobre o preço do abandono. Shelley escreveu esse livro com apenas 18 anos, numa noite de tempestade, numa aposta literária com Lord Byron e Percy Shelley — e criou, sem saber, um dos maiores mitos da literatura universal.

A obra que inspirou um fenômeno cinematográfico

Em 2025, o diretor mexicano Guillermo del Toro — o gênio criativo por trás de A Forma da Água e Pinóquio — realizou o sonho da sua vida ao adaptar esse romance para o cinema.

Com Oscar Isaac no papel de Victor Frankenstein e Jacob Elordi como a Criatura, o filme foi aclamado pela crítica como uma obra-prima do gótico moderno: emocionalmente devastador, visualmente deslumbrante, profundamente fiel ao espírito do livro.

Del Toro descreveu o romance de Shelley como a sua “bíblia” pessoal, e dedicou décadas a esse projeto.

O resultado? Nove indicações ao Oscar de 2026, incluindo Melhor Filme — e três vitórias: Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino e Melhor Maquiagem e Penteados. Uma consagração que reafirmou o poder eterno dessa história.

Se o filme te deixou sem palavras, o livro vai te surpreender ainda mais. Se você ainda não viu o filme, comece pelo princípio: comece por Mary Shelley.

Porque os monstros mais assustadores não são os que têm cicatrizes — são os que foram abandonados por quem os criou.

Frankenstein é leitura obrigatória pra quem ama literatura clássica, ficção científica e terror — ou simplesmente histórias que a gente nunca esquece.

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