Frangalhos de vida: Histórias

Por José Duarte

Sobre o livro

No meio da solidão, o silêncio fala-nos com energia e sentimos os nossos membros abertos ao som das palavras que se ouvem à nossa volta, como o silêncio do deserto onde as palavras não existem. O mesmo se pode encontrar quando visitamos uma igreja vazia, ouvindo barulhos diversos dos ruídos da madeira que estala ou toca como uma orquestra sinfónica, mas tocada só com duas notas…

O silêncio é um estado de bem-estar onde a mais pequena dor no corpo nos faz reagir prontamente, onde todos os nossos órgãos se põem ao serviço do nosso intelecto, deixando muitas das vezes uma janela aberta ao místico que queremos encontrar.

Sinto que a vida está em decadência e que as horas e momentos de plenitude já passaram.

Já encontro muitas nuances nas cores da minha vida. Tenho atos de pensamentos que me levam a discursos de decorrência, com reflexos na minha vida passada. Muitas vezes, sinto-me órfão, pois já perdi o meu pai e a minha mãe, aos quais tinha muita afeição. Agora, crio perspetivas para iludir os meus pensamentos.

Se considero que sou um decadente, sou também o seu contrário…

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