Sobre o livro
“Foi assim que a vida seguiu” aborda sobre o movimento hippie no Brasil que ganhou força em meados da década de 60, trazendo o uso de substâncias alucinógenas como uma forma de expansão da consciência e ruptura com os valores tradicionais da geração anterior.
O uso abusivo de substância iniciado precocemente aumentou drasticamente os riscos de violência e dados neurológicos. Por outro viés, o amor sem exigência, humilha e pode levar a falta de limites, o que contribuiu para perdas trágicas naquela geração.
A década de 1960 foi um período de grandes transformações sociais, incluindo o início da revolução sexual, mas também um tempo marcado pelo silêncio, tabus e falta de informação sobre a sexualidade infantil e o abuso sexual.
A cultura gay inclui a organização de festas, pequenos jantares e reuniões sociais em finais de semana e feriados prolongados ou dias comuns.
Essas atividades são fundamentais para a criação de comunidades, acolhimento e celebração, muitas vezes servindo como um espaço seguro e de resistência para construir laços de amizade e solidariedade.
Marlos e Gonçalves receberam o amor incondicional dos avós, sugerindo um ambiente de acolhimento, afeto e segurança emocional, enquanto que os 11 filhos do Sr.
Emanuel, receberam uma educação extremamente rigorosa baseada no medo, na disciplina rígida e no receio do castigo físico, só em o pai olhar, os filhos já sabiam que iam receber um castigo, não tinha esse negócio, olhe meu filho, não faça isso, nem aquilo.
Certamente por isso, nenhum filho dele se envolveu com drogas ilícitas, nem enveredaram pelo caminho da safadeza. A maioria se dedicou ao empreendedorismo e atingiu objetivos pessoais, profissionais e financeiros.
Dona Anália, esposa do Sr. Emanuel, mereceu um capítulo especial, aos 95 anos, ainda pergunta ao espelho. “Espelho, espelho meu, há neste mundo uma idosa mais bela do que eu?”
A psicologia considera a briga e a competição entre irmãos durante a infância como uma parte normal e comum do desenvolvimento, frequentemente impulsionada pela disputa por atenção, ciúmes ou diferenças de temperamento.
Embora sirva para aprender a mediar conflitos, essa rivalidade pode persistir na fase adulta para alguns, influenciada por questões de justiça e comparações. Quando mediadas corretamente os conflitos ajudam a criança a desenvolver resiliência, empatia e a valorizar a individualidade do outro.
O relacionamento conjugal à distância de Renê e Betânia foi conturbado do início ao fim, porém, os filhos foram educados com a essência do amor condicional e do amor incondicional. Esse é o tempero que salva, ele oferece a segurança de que, apesar dos erros e das brigas dos pais, o vínculo com os filhos é inabalável e permite o desenvolvimento da autoestima.
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