Fogo na cidade

Por Gustavo Matte

Sobre o livro

Rony Adriano, a estrela maldita do coletivo Nuvem Colona, está de volta, com o fôlego todo, neste conto/relato/entrevista exclusiva concedida a um blog literário obscuro especializado na cena literária underground.

Com sua agilidade verbal e a maledicência de sempre, mas muito mais raivoso e fuzilante, o tanque de guerra kaingang não deixa barato para ninguém, desafiando os facistas, claro, como deve ser, mas também pressionando a própria classe artística e a intelectualidade brasileiras contra a parede: “bote um sociólogo, um antropólogo e um historiador na minha frente, os melhores que você encontrar, e vou fazê-los chorar.

Verão, no fundo dos meus olhos malditos, a impossibilidade que eu represento”.

Sua metralhadora incendiária gira sem respiro, com o dedo esquecido no gatilho, vomitando as rajadas de vida negro-índia que ficou famosa ao integrar um coletivo de artistas brancos numa cidade brasileira que se orgulha de uma ascendência européia bastante falsificada.

O Rony é o garoto que nunca foi acolhido em sua tribo e, por isso, quando adulto, resolveu queimar a aldeia e contemplar as labaredas calorosas da vitória. Fogo na cidade, salve-se quem puder!

(este livro é um spinoff do romance Nuvem Colona, de Gustavo Matte)

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