Sobre o livro
‘O que está verdadeiramente em causa nestas teorias de identidade nacional ou ideia de nação é a permanente busca de fundamentação Teológica-Política da soberania; mais: dada a problemática da sua fundação, procura constantemente novos fundamentos que não careçam de justificação’.
‘É que a suposição de uma identidade assenta numa crença e é uma condição absoluta da existência; sem ela não pode haver acção. Valoriza a ideia de permanência e continuidade. Trata-se de uma ficção.
A acção assenta num pressuposto de continuidade; um pressuposto que se inventa, se fabrica mas que é condição de vida.
Sem a identidade, a acção apareceria ao homem como demasiado precária para merecer empreendimento,’ no entanto, ‘a experiência dos povos vive na sucessão descontínua dos instantes’ (Fernando Gil, 2003).
Pressupôs-se uma reflexão em paradigma aberto, o que significa possíveis correcções na direcção tomada, num diálogo sobre uma temática comum, a ideia de Nação.
É que a querela há muito está em discussão, mas não se questiona a subtileza da problemática: o constrangimento no conceito de nação com base numa crença é notório.
Falamos das aporias de legitimação no religioso e na soberania, no quadro das duas perspectivas teóricas sobre a ideia tópica enunciada: a teoria essencialista, da nação-génio e a nação cívico-política, teoria construtivista. A abordagem temporal é histórica.
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