Fernando Pessoa: Obra Poética Completa (Annotated): Alberto Caeiro · Ricardo Reis · Álvaro de Campos · Fernando Pessoa — Edição Crítica Anotada com Ensaios e Introduções | Erato Press

Por Fernando Pessoa

Sobre o livro

Nenhum poeta do século XX inventou mais pessoas do que Fernando Pessoa. Esta edição reúne todas elas.

Na manhã de 8 de março de 1914, Fernando Pessoa sentou-se diante de uma folha em branco e escreveu trinta e tantos poemas de uma vez só — numa espécie de êxtase cuja natureza, como ele mesmo disse, nunca conseguiria definir. Os poemas não eram dele.

Eram de Alberto Caeiro, um pastor que nunca existiu e que, naquele instante, se tornou mais real do que a maioria dos seres vivos. Foi o dia triunfal da sua vida. Do êxtase de Caeiro nasceram, por reação e por necessidade, Ricardo Reis e Álvaro de Campos.

E Fernando Pessoa — o homem que nunca foi um — encontrou finalmente a forma do seu drama: não um drama de palco, mas um drama em gente.

Esta edição crítica da Erato Press reúne, pela primeira vez num único volume anotado, a obra poética completa dos quatro pilares do universo pessoano:

Alberto Caeiro — O Guardador de Rebanhos (51 poemas), O Pastor Amoroso e os Poemas Inconjuntos. O mestre que via sem pensar e que ensinou a todos os outros que as coisas não têm significado interior — são apenas o que são.

Ricardo Reis — As Odes completas, Livros I a V. O pagão anacrônico que escrevia odes horacianas no século XX porque a serenidade exige uma forma que a contenha, mesmo quando mal a consegue conter.

Álvaro de Campos — A obra poética completa: do Opiário à Ode Triunfal, da Ode Marítima à Tabacaria. O engenheiro que sentia demais e que transformou o excesso em verso livre e desmedido.

Fernando Pessoa Ortônimo — Mensagem (completa), o Cancioneiro e os Poemas Líricos. O homem que ficou, dividido entre todos os outros, à espera de um Quinto Império que talvez fosse apenas a unidade que nunca pôde ter.

✦ A obra poética completa dos quatro heterônimos num único volume.

Esta edição inclui: ✦ Introduções críticas a cada heterônimo — situando cada voz no drama pessoano ✦ “O Drama em Gente: Fernando Pessoa e a Invenção dos Outros” — ensaio crítico em cinco movimentos, por Henry Bugalho ✦ Carta a Adolfo Casais Monteiro (1935) — o documento mais importante sobre a gênese dos heterônimos, na íntegra ✦ Nota Autobiográfica de Fernando Pessoa

Para quem lê: ✦ Poesia portuguesa clássica e modernista ✦ Filosofia, identidade e literatura existencial ✦ Ensaios críticos e edições anotadas ✦ Fernando Pessoa, pela primeira vez ou pela centésima

“Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.” — Álvaro de Campos

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