Farmacogenética na psiquiatria: Entendendo os princípios e a aplicabilidade clínica
Por Carolina Martins do PradoSobre o livro
O termo Farmacogenética vem da junção das palavras “farmacologia” e “genética”. Ele foi cunhado por Friedrich Vogel em 1952, o definindo como uma resposta diferente a uma mesma droga ministrada em doses equivalentes aos pacientes. Pouco tempo depois, Werner Kalow, na Universidade de Toronto, em 1962, escreveu o livro Pharmacogenetics – heredity and the response to drugs (Farmacogenética – hereditariedade e resposta às drogas, em Português).
Neste livro, trabalhamos principalmente com o conceito do transtorno depressivo maior, pois é no qual a maior parte dos estudos de Farmacogenética se foca. Também discutiremos de maneira breve outros transtornos psiquiátricos importantes.
Este livro nasceu da paixão de três pessoas que acreditam que a Farmacogenética já pode contribuir para a melhora dos pacientes. Com ele, pretende-se abrir as portas para publicações em Língua Portuguesa sobre Farmacogenética, além de elucidar, de maneira simples e direta, dúvidas que afligem os profissionais da Saúde.
Trata-se de um livro escrito por dois médicos e uma farmacêutica e, desse modo, foi escrito para que ele fosse acessível a todos os profissionais da área da Saúde. Para manter o livro em um tamanho adequado, preferimos abordar apenas alguns genes de metabolização, resposta e toxicidade.
Já estamos preparando um tratado sobre Farmacogenômica para um futuro próximo, com mais autores, mais genes e muito mais informações sobre essa ciência fascinante que cresce a cada dia.
Em vários momentos do livro, mostra-se a noção de endofenótipos de sintomas psiquiátricos ou dimensões da psicopatologia que transpõem as numerosas síndromes psiquiátricas.
Isso não necessariamente respeita os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria (DSM) ou da Classificação Internacional de Doenças (CID).
Esse é o futuro da Psiquiatria, na nossa opinião e de tantos autores: a combinação de endofenótipos com circuitos cerebrais hipoteticamente defeituosos, regulados por genes, pelo ambiente e por neurotransmissores (Stahl, 2013).
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