Farinha Órfã (José Mauro)

Por José Mauro de Vasconcelos

Sobre o livro

Estes “contos goianos” caracterizados por uma literatura regionalista de grande força expressiva, são flagrantes líricos ou violentos da realidade dos sertões do Araguaia, onde convivem, de maneira por vezes harmoniosa, por vezes conflitante, a população branca e a indígena.

A unidade da coletânea é estabelecida pela metáfora da “farinha branca”, que simboliza a solidão dos desgarrados num mundo selvagem e rude. No conto inicial, que dá título à obra, Adão Jesus está à procura do lugar ideal para formar seu rancho e estabelecer-se com a neta, o papagaio e o cachorro.

Encontra-o nos limites de uma reserva indígena e, por isso, vai se defrontando com sucessivas autoridades governamentais, que ora lhe concedem o direito de ocupar o lugar, ora dele o escorraçam.

“Boca-de-selva” retrata mulheres decaídas e homens perdidos numa região inóspita e sem distrações, é a descrição, apoiada no humor, de uma partida de sinuca em que, da intenção de roubar um “gringo”, emerge o sentimento de resistência do habitante local contra o estrangeiro invasor.

A nota lírica aparece em “Eternecência”, terno romance sertanejo em que o homem, andarilho anônimo, colhe o amor de Rosa, a mulher, e parte, em sua inquietação aventureira, em busca de outras paragens e outras colheitas.

Baixe esta página em PDF para ler quando quiser, mesmo offline.

📄 Salvar PDF

Avaliações dos leitores

Descubra as opiniões de outros leitores, explore avaliações detalhadas e veja se este livro realmente vale a pena para você, com base em experiências reais de quem já leu e compartilhou sua visão sobre a obra.

⭐ Reviews dos leitores