Sobre o livro
Estudante de Geologia na USP, o jovem Alexandre Vannucchi Leme tinha 22 anos quando foi torturado até a morte no DOI-Codi de São Paulo, um dos mais cruéis centros de repressão política da ditadura militar, comandado pelo então major Carlos Alberto Brilhante Ustra, em 1973.
Cometeu suicídio com uma gilete, dizia a primeira versão divulgada por seus algozes. Foi atropelado ao tentar fugir, os jornais noticiaram em seguida.
Era o início da longa jornada de seus pais para localizar o filho e, uma vez confirmado o assassinato, reaver seus restos mortais: uma busca que logo se converteria em luta por memória, verdade e justiça.
A morte do Minhoca, como o rapaz era conhecido na USP, foi um divisor de águas na história do país. Pela primeira vez desde o AI-5, decretado em 1968, 3 mil estudantes lotaram a Catedral da Sé para ouvir o cardeal dom Paulo Evaristo Arns acusar as autoridades de tirar a vida de um garoto.
A ditadura começou a cair ali.
Neste livro, a vida e o legado de Alexandre são contados com emoção por Camilo Vannuchi, seu primo em segundo grau, dono de uma narrativa ágil, que transporta os leitores para o contexto dos anos de chumbo e restabelece conexões entre autor e personagem, duas histórias que se cruzam ao longo de sessenta anos de defesa da democracia.
Frei Betto: “Belo trabalho. Livro histórico!” Paulo Betti: “A história do assassinato de Alexandre Vannucchi Leme me acompanha. É um ‘Ainda Estou Aqui’ nosso. Nós, na época, jovens de Sorocaba, fomos todos tocados por ela.
A carta de Gabriel García Márquez lida por Fernando Morais na inauguração da praça batizada com seu nome, o monumento quase escondido… Todos fomos assassinados também. Que bom que esse livro resgata a memória desse jovem.
Ditadura, nunca mais!” Hildegard Angel: “O livro é um retorno aos anos 1970, sob o aspecto mais encantador da produção cultural intensa e transformadora consumida por aquela juventude universitária, e sob o aspecto mais sombrio da ditadura sanguinária, truculenta, opressiva e manipuladora.
[…] Essa juventude era exterminada, pisoteada pelos coturnos até se exaurir, exangue. Uma juventude que, por seus ideais e seu patriotismo, pelo amor ao Brasil e ao povo, foi imolada nas sessões de tortura.
Que desperdício!” Adriano Diogo: “Camilo devolveu a voz a esse parente seu que a ditadura tentou calar.” Eugênio Bucci: “Uma biografia arrebatadora.”
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