”Eu não sou pressionada, eu me pressiono”: A Performatividade na Educação entre Metas e Resistência

Por Manuella Ferraz

Sobre o livro

Este livro resulta da pesquisa de mestrado desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e analisa as implicações da performatividade e dos diferentes vínculos de trabalho no exercício da docência no Programa “Educar Pra Valer”, implementado em escolas municipais de Vitória da Conquista (BA).

A investigação busca compreender como as condições contratuais — efetivas, temporárias ou vinculadas a programas específicos — impactam as práticas pedagógicas, a subjetividade docente e a qualidade da educação. A pergunta norteadora é: como os diferentes vínculos de trabalho interferem nas práticas profissionais e impactam a performatividade docente?

O referencial teórico articula contribuições de Stephen Ball (performatividade e políticas educacionais), Jean-François Lyotard (linguagem performativa) e Hannah Arendt (ação, subjetividade e identidade). A abordagem metodológica é qualitativa, com análise documental e entrevistas com professores da rede municipal.

A pesquisa evidencia como as metas e métricas do Programa afetam o cotidiano escolar, moldam formas de subjetivação e revelam estratégias de resistência docente diante da lógica gerencialista que atravessa as políticas públicas educacionais.

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