Eu fui teu porto seguro, mas nunca tive a quem me ancorar.

Por Jessica Dias

Sobre o livro

Há quem sempre seja abrigo. Quem escuta, acolhe, sustenta. Quem se mantém firme mesmo quando está desmoronando por dentro. Quem carrega o peso das dores alheias enquanto afunda sozinho. Mas o que acontece quando esse porto seguro precisa de um cais e não encontra?

Quando o mar revolto se torna casa, e o vento que empurra os outros para a frente só arrasta para mais longe? Este livro é um grito silencioso de quem nunca soube ser salvo. Uma travessia feita de palavras que se atropelam, de versos sem fôlego, de sentimentos que se espalham sem controle.

Entre poesias e crônicas, cada página carrega a exaustão de quem amou demais, segurou demais, suportou demais e nunca teve um abraço para chamar de lar.

Se você já se sentiu à deriva, se já esperou por um resgate que nunca veio, se já se cansou de ser âncora sem nunca ser navio, talvez esse livro seja o seu porto, mesmo que por um instante.

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