ÉTICA E CRIATIVIDADE NA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Por Lucia Santaella

Sobre o livro

Quando uma ciência desponta, segundo C. S. Peirce, ela cresce porque produz nos cientistas uma espécie de amor criativo, expresso na dedicação, ensaio e erro e, sobretudo, persistência naquilo que fazem. Certamente há forças e pressões externas até mesmo perversas que atuam de fora para dentro.

Mas é o amor criativo que está no cerne do fazer da ciência. A inteligência artificial (IA) é uma ciência que vem se desenvolvendo há mais de meio século, com muitos altos e baixos até alcançar seu ponto de aplicações bem-sucedidas, infelizmente também rodeadas de efeitos colaterais nefastos.

Suas ambivalências, embora acentuadas são típicas de todas as tecnologias, com a diferença de que estamos agora lidando com tecnologias da inteligência desde que teve início a onipresença crescente do computador na vida social.

São muitos e multisetoriais os pontos de vista sobre a IA, especialmente depois que a IA generativa, aquela que penetrou no cerne da linguagem humana, se instalou nas sociedades com potencial de penetração na vida profissional e pessoal de cada um de nós.

Este livro explora dois pontos de vista direcionados e específicos: a ética da IA e as questões renovadas da criatividade que ela levanta.

Embora sejam pontos de vista específicos, eles se desdobram em subdivisões prismáticas daquilo que os constituem e das consequências que provocam no humano, demasiadamente humano.

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