Sobre o livro
A crise hídrica, antecipação da crise energética, é metáfora da profunda crise moral que se abateu sobre o Brasil. O desrespeito para com a natureza evidencia a ruptura de uma das mais significativas esferas de relacionamento preservadoras do equilíbrio humano.
A criatura racional precisa estar em paz consigo mesmo, com o próximo, com a natureza e com a transcendência. Rompido um desses liames, os demais também se abalam e o resultado é o perigoso desequilíbrio, gerador de intranquilidade e acelerador dos conflitos.
Resgatar a ética ambiental integra o receituário da recomposição da harmonia. O respeito a ser devotado à natureza resgata uma parcela da falta de respeito em relação ao semelhante.
O ser humano precisa reconhecer-se parte indissociável da cadeia vital, elo integrante de um ciclo cuja subsistência está condicionada à higidez de todos os seus elos.
Educar as crianças para o amor ao ambiente é fazê-las generosas, solidárias, partícipes de um valioso projeto de recuperação dos espaços naturais depauperados ante nossa omissão ou até de uma perniciosa cumplicidade, que só a ética vivenciada poderá interromper.
Ser ambientalmente ético é hoje questão de sobrevivência, da qual ninguém, com o mínimo de sensibilidade, pode se descuidar.
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