Sobre o livro
Era por uma noite de lua cheia do agosto preterito. Estava eu Þ janella do terceiro andar, onde moro, n’esta fragrante rua das Congostas, ninho de poetas e philosophos, floresta ramalhosa onde v. s.© regorgeia as suas lyras, e eu medito Theophilo e Rozalino Candido. Estavam entào v.
s.© e sua esposa, com as vidraäas erguidas, banhados de resplendores da lua, altercando em voz alta a respeito de um livro de Alexandre Dumas-Filho, obra que por ahi gira com o titulo hermaphrodita de HOMEM-MULHER.
Dizia sua esposa que o auctor do livro atacava o direito, a justiäa, a religiào e o pudor. Replicava o snr.{6} Raimundo que o auctor do livro nào atacava nada; pelo contrario defendia tudo. Redarguia s. exc.© que a mansào conjugal nào æ aäougue, nem a esposa vaca, nem o marido megarefe.
Recalcitrava v. s.© que a esposa devia considerar-se vaca, desde que o marido era boi. L’Homme-Femme…Le Boeuf-vache! EstÞ claro
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