ESTRELAS FRIAS: Amor, fé e violência sob o silêncio das estrelas

Por Dionel Menezes

Sobre o livro

O que acontece quando o amor atravessa fronteiras religiosas, mas as crenças permanecem intactas? Estrelas Frias acompanha dois jovens: Jacques e Amina, que se encontram em um Líbano dividido, onde fé, história e violência funcionam como engrenagens silenciosas. Não se trata de redenção, nem de reconciliação. Trata-se do uso humano da fé como ferramenta de exclusão, do amor como resistência frágil e da violência como repetição histórica.

Misturando narrativa literária, enquadramento filosófico e construção cinematográfica, o romance expõe o contraste entre a escala íntima do sentimento e a indiferença cósmica do universo. Na morte dos protagonistas, não há testemunho, não há julgamento, não há resposta, apenas constatação.

Estrelas Frias questiona: se o universo não registra, por que a história insiste em repetir? Se o amor ultrapassa crenças, por que as crenças insistem em delimitar quem é digno de amar? E se as guerras sempre encontram novos nomes, o que realmente muda no humano?

Frio, preciso e perturbador, o livro desaloja o leitor de qualquer posição confortável. Não oferece sentido, apenas evidencia o custo de buscá-lo.

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