Sobre o livro
Este livro é uma coletânea de poemas transcritos a partir de outros três livros meus: “O recolhedor de palavras”, “Riscos e Rabiscos” e “Homem abstrato”, todos vendidos pela Amazon. Estes poemas falam de coisas que acontecem na nossa mente, no nosso coração, na nossa alma, na nossa vida.
Algumas delas nos preenchem, outras nos esvaziam. Algumas revelam quem somos, outras ocultam que “verdadeiramente” somos. E o que somos? Somo seres em construção, solitários em nosso mundo, enquanto tentamos nos rodear de pessoas, coisas e situações. Você poderá me encontrar em muitos destes poemas.
Quais? Não sei se desejo descortinar tal mistério. Mas não se preocupe, porque você também se encontrará em muitos deles. Talvez encontre o seu eu do passado, quem sabe do presente ou até mesmo do futuro.
Neste livro, “Esquizofrenia” é somente o início de uma viagem ao centro da terra da alma, onde o “Caminhante” parece viver “Um dia depois do fim”. E na sua jornada, ele encontra “Uma porta entreaberta na escuridão”, e pensa consigo mesmo: eu queria estar “Em outro lugar que não aqui”.
E na sua “Elegia triste”, ele vive um “Dia insano”, em um mundo que parece viver “A síndrome do esquecimento fatal”. Ele alcançará a sua “Ressurreição”? Alguém notará o seu “Sumiço”? Ele continuará para sempre em sua vida “Sem sentido”? Não quero dizer mais nada. Que os poemas falem por mim!
E se você sobreviver á leitura deste livro, conheça minhas outras obras literárias. Muitas delas falam de amor. Amor é importante…
TRECHO DO POEMA “ESQUIZOFRENIA”
Luzes distorcidas no obscuro da minha mente Candelabros pendentes nas paredes da agonia Os dentes rangem enquanto o frio corta a carne E gritos silenciados completam a sinfonia.
Ao lado do cemitério existe uma casa abandonada Onde há muito tempo um homem morreu enforcado Ouço passos que se arrastam pelo assoalho Vejo as corujas piando sobre os telhados.
De olhos fechados o escuro é mais intenso Vozes conversam comigo sobre pesadelos mortais Elas ordenam que eu jamais pare de ter medo E me junte à mesa sangrenta dos canibais.
Vou despir o meu corpo das amarras da dor E dilacerar a minha carne com pensamentos vãos A lua está cheia e todos os morcegos contemplam O sangue que mancha de terror as minhas mãos. …
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