Sobre o livro
Paris, primeira metade do século XIX. Sob a superfície reluzente dos salões, dos teatros e das óperas, uma cidade paralela pulsa — feita de dívidas, chantagens, identidades falsas e paixões que arruínam.
Lucien de Rubempré, jovem de beleza quase feminina e ambição desmedida, tenta se manter no topo da sociedade parisiense com a ajuda de um protetor enigmático e aterrador: Jacques Collin, o criminoso de mil faces, capaz de assumir qualquer disfarce para manipular o destino de quem o cerca.
Entre eles, uma teia de cortesãs esplêndidas e miseráveis, magistrados seduzidos pelo poder, aristocratas de moral duvidosa e figuras do submundo que transitam com desenvoltura pelos mesmos salões que frequentam os grandes nomes da cidade.
Balzac conduz o leitor por esse labirinto com maestria e velocidade, revelando que a fronteira entre o crime e a respeitabilidade é, na Paris oitocentista, pouco mais que uma questão de aparências bem mantidas. À medida que o enredo avança — pelos bastidores da justiça, pelos quartos das cortesãs, pelas celas das prisões —, a tragédia se torna inevitável: o esplendor, em Balzac, sempre anuncia a queda.
Romance de ritmo vertiginoso e tensão permanente, Esplendores e misérias das cortesãs é uma das obras mais sombrias e fascinantes de toda A comédia humana — um retrato impiedoso de uma sociedade que devora seus próprios sonhos.
Esplendores e misérias das cortesãs é a terceira e última parte da trilogia informal iniciada por O pai Goriot e Ilusões perdidas, constituindo a espinha dorsal de A comédia humana.
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