Espiral GIMi – Gestão Integral da Micromedição
Por Henrique Gustavo da CostaSobre o livro
Tudo começa com o bom e velho cadastro de consumidores. Nada tem sentido sem levarmos em conta, se não construirmos o melhor cadastro de nossos clientes, condição sine qua non para conhecermos e interferirmos nas relações de consumo.
Também precisamos, nós os gerentes comerciais do mercado de saneamento, conhecer todos os conceitos de hidrometria, a fim de que tenhamos o melhor medidor, o mais longevo, que garanta a apuração correta e precisa dos consumos domiciliares, garantindo medições e faturamentos que resultem em benefício para as partes interessadas, segundo prescreve a NBR ABNT 24500.
Cadastrar e medir bem, tem sido um esforço gigante do sanitarista latinoamericano, com vistas a incrementar o faturamento, reduzir perdas e desperdícios, enfim, gerar valor para o negócio das organizações de saneamento, que tanto recursos precisam para reinvestirem e expandirem o negócio, rumo à universalização dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário.
Mas as coisas estão funcionando bem, a ponto de se colher o melhor dos resultados. O que falta, afinal? que caminho deveríamos seguir?
por que não crescemos e não nos aproximamos da universalização pretendida pelo pacto global, notadamente em seu ods – objetivo de desenvolvimento sustentável, que preconiza água e saneamento para todos, até 2030? A resposta é única: nos falta gestão.
Nos falta integração, tudo complementando a boa hidrometria e o cadastro de consumidores.
Enfim, nos falta a gestão integrada da micromedição, representada pela Espiral Gimi, criada pelo conceituadíssimo Henrique Gustavo da Costa, especialista em gestão, mais do que um profundo conhecedor de hidrometria.
Tive a felicidade de encontrar este profissional renomado que, a partir de pequenos questionamentos, conseguiu, comigo, escrever algo que preenchesse uma lacuna na gestão de nossos parques de hidrômetros, que ainda são tratados por orientações equivocadas de quem zela pela metrologia ou quem fabrica, como “commodities”.
O resultado disso tudo foi a Espiral Gimi, escrita a partir de considerações transversais, pois sem que levássemos em consideração todos processos envolvidos com o hidrômetro, jamais geraríamos valor na apuração dos consumos domiciliares.
A partir dessa espiral, os autores buscaram garantir aos gestores comerciais as melhores condições para que meçam e faturem o mais próximo possível daquilo que produziram, daquilo que extraíram de seus agonizantes mananciais, tão dilapidados pelas intervenções humanas desastrosas.
A Espiral Gimi não mitiga as agressões que estamos fazendo ao meio ambiente, mas dá aos gestores comerciais das empresas de saneamento a certeza de que estão captando o mínimo, e medindo e faturando o máximo, minimamente contribuindo com o tão necessário e sonhado desenvolvimento sustentável, de olho nas gerações futuras.
Boa leitura.
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