Espelho Absoluto

Por Antonio Romane

Sobre o livro

QUANDO MENOS É MAIS Luís Avelima

Este livrinho é da lavra de um poeta quase menor, semibissexto, pouca gente lê, a imprensa não toma conhecimento, a crítica não tem tempo a perder. O autor pertence a essa marginália que ainda acha Marx um autor importante. Pior, Romane é um brasileiro que quer conhecer a sua língua, o seu dialeto.

Mais grave: não desconhece a revolução técnico-científica, a política e as questões urbanas. Não contente, ele deixa implícito em seu texto que a pesquisa formal é necessária, mas não absoluta.

Tudo isso quer dizer que o poeta quase maior, meio bissexto, está na contramão da história? Se pensarmos nessa história pré-histórica, sim, com certeza. Quem ler, verá: o poeta é da estirpe dos que, nesta outra marginalidade, sabem que a ironia já é autoironia e metaironia. Donde se conclui que, se orelha é para o elogio, que seja o elogio desta outra quase loucura.

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