Sobre o livro
Entre a cura e o direito de partir não é apenas um livro de cordel — é um manifesto poético e ético que nos convida a repensar o que realmente significa viver.
Numa era em que a medicina progride a passos largos, mas muitas vezes esquece a escuta e a compaixão, esta obra levanta um espelho lírico diante da morte e do cuidado. A cada estrofe, a poesia se transforma em bisturi simbólico, revelando os limites da intervenção médica quando ela desconsidera os desejos do paciente e ignora a vontade da alma.
Aqui, o leitor encontrará personagens comoventes e reais: – O idoso que trocaria mais dias por um naco de chocolate e o som de um gol no rádio; – A professora que encontrou na música sua última aula de liberdade; – O velho que, confinado em um asilo, clamava apenas pelo direito de ver o pôr do sol e sentir o vento no rosto.
Mais do que falar da morte, este livro fala da vida que merece ser vivida até o fim — com sentido, com escolhas, com afeto. Ele denuncia, acolhe, orienta e emociona. É ao mesmo tempo um hino à liberdade e um chamado à responsabilidade dos profissionais de saúde, das famílias e da sociedade.
Escrito em sextilhas de literatura de cordel, com beleza rítmica e força crítica, a obra é leitura essencial para quem cuida, para quem acompanha, para quem um dia partirá — ou verá alguém partir.
Se você acredita que prolongar o tempo não é o mesmo que preservar a dignidade, este livro é para você.
Entre a cura e o direito de partir, há uma ponte feita de escuta, ternura e poesia. Este livro é essa ponte.
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