Ensino de História – Tradicional X Emancipador: a quem serve o ensino positivista da história do Brasil?
Por Regina SantosSobre o livro
Esta obra é oriunda da história de vida da autora, que teve em seu percurso uma pesquisa de Dissertação de Mestrado sob o título: Práticas Educacionais do Ensino de História – O “Chão da Sala de Aula”, numa Escola Pública Municipal de São Paulo.
Inspirada nas concepções de Paulo Freire, analisamos o fazer educação a partir das práticas e concepções tradicionais, elitistas, positivistas de ensino em oposição a propostas emancipadoras de formação dos estudantes.
A Constituição de 1824 instituía a gratuidade da instrução a todos os cidadãos – uma medida nada louvável, afinal, quem era considerado cidadão no Brasil independente, porém escravocrata?
Uma história elitista, que em sua narrativa deu centralidade e voz a grupos políticos e sociais no poder, uma minoria branca, europeia, em detrimento dos direitos, respeito à vida e historicidade de negros e índios, sujeitos históricos cuja tentativa de negação enquanto ser se faz presente no processo histórico deste país, da colônia aos dias atuais.
Destacamos ainda o documento Orientações Curriculares e Expectativas de Aprendizagem do Ensino Fundamental II – História/Secretaria Municipal de Educação – São Paulo e a Lei 10639/2003, que instituiu a obrigatoriedade do ensino do negro e da História da África nas escolas no Brasil.
Dividida em quatro partes, além das considerações finais, a obra traz reflexões sobre o ensino de História, exclusão social, racismo e os desafios da inclusão, formação e participação cidadã na educação do país.
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