Enfermeiras, deslocamento e requalificação

Por Eduardo Morgado

Sobre o livro

Este livro se passa em 2040, num hospital, metáfora do mundo, e conta a história de Amélie, Klara, Aiko, Elina e Hanna, enfermeiras que foram deslocadas pela chegada a Automação e IA.

Foram dispensadas e foram para casa, onde começaram a receber a RBU – Renda Básica Universar, mas esse recebimento está vinculado à sua requalificação, estudando.

E quando voltaram ao hospital, não eram mais apenas enfermeiras e sim líderes de setores híbridos, capazes de unir tecnologia e humanidade.

A proporção entre homens e mulheres se inverteu, as mulheres tornaram-se maioria e passaram a ocupar funções de chefia, coordenando equipes e definindo estratégias. O futuro, nesse romance, mostrava-se otimista.

Não era a máquina que apagava o humano, mas o humano que se reinventava através da máquina. E as mulheres, antes deslocadas, tornavam-se protagonistas da nova era. Este romance é uma reflexão sobre o impacto da Renda Básica Universal (RBU) em sociedades que ousaram experimentar o futuro.

Ambientado em cinco países — Canadá, Alemanha, Japão, Finlândia e Suécia, acompanha mulheres enfermeiras de classe média que, deslocadas pela automação hospitalar, encontraram na RBU não apenas sustento, mas tempo e liberdade para reinventar-se.

A narrativa mostra que o humano não desaparece diante da máquina: ele se reinventa, transforma e ocupa novos espaços.

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