Empoderando as Mulheres: Psicologia perinatal. Uma abordagem pós–jnguiana e arquetípica. (Amigas do Parto)
Por Adriana Tanese NogueiraSobre o livro
O livro propõe uma nova abordagem às questões femininas emergentes no cíclo gravídico-puerperal. A psicologia arquetípica utilizada faz referência às perspectivas emergentes nos textos de Jean Shinoda Bolen e de Jennifer Barker Woolger e Roger Wooger.
Entretanto, está marcada pela psicologia pós-junguiana de Silvia Montefoschi (médica, bióloga e psicanalista italiana) e foi elaborada a partir da realidade social e obstétrica atual.
O objetivo do livro é iluminar áreas da vida da mulher sob uma nova luz, promovendo a consciência feminina e, desta forma forma, o empoderamento da mulher.
São sete as Deusas tratadas. Cada uma abre uma perspectiva sobre a vida (com exercícios práticos no final dos capítulos), apresentando temas específicos, mas também modalidades de agir e escolhas possíveis. Começa-se com Héstia, pela qual criamos o ninho.
Segue Perséfone, que promove a introversão e o centramento, graças aos quais, Deméter, a maternidade plena, pode ser gestada e tem chance de nascer. Afrodite ajuda a compreender a sensibilidade tão características das grávidas.
Atena e Hera equilibram, uma dando planos e estratégias, a outra estimulando a autonomia e exigindo respeito. Por fim, Ártemis, a do “bom parto”, abre as portas para um parto ativo, saudável e empoderador. Citações e depoimentos encontram-se ao longo de todo o livro.
A Introdução expõe o contexto sócio-cultural que dá origem ao livro, seguida por um capítulo para leigos sobre “Arquétipos e Deusas”, completado por “As Deusas e sua Psicologia” e “Mulheres e Gravidez hoje”.
O leitor está assim inserido na realidade de vida da mulher gravidez na vida, muitas vezes, tumultuada e corrida. Em “As Deusas no Pós-Parto” pode-se observar a atuação dos arquétipos por entre as vivências típicas do puerpério.
O livro se encerra com “O Futuro da Maternidade”, capítulo que abre caminho para novas perspectivas sobre o ser mãe em vista da constante libertação das mulheres e em prol de ações construtivas que origenem um mundo melhor.
É de olho em sua realidade social e cultural, bem como nas questões obstétricas contemporâneas que o livro foi escrito. Trata-se de uma abordagem psicológica que beira questões de gênero, de sociologia e de antropologia. Ou, melhor dizendo, se trata de uma “psicologia militante”.
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