Egoísmo racional: defesa de uma ética do interesse próprio

Por Adelino Montenegro

Sobre o livro

É possível agirmos em busca do nosso próprio interesse e, ao mesmo tempo, mantermos um respeito genuíno pelo interesse do outro? A atitude do egoísta não levaria a uma guerra de todos contra todos? Como um agir ético que tem como motivação primeira o interesse individual se justifica diante da gama de relacionamentos requeridos pelas interações sociais e dos quais o agente moral depende?

Neste livro defendemos que a ação moral voltada para o interesse próprio do agente constitui um bem eticamente justificado. Isso não significa, porém, que sejam admitidas ações voltadas para o interesse próprio de caráter predatório, isto é, com a intenção deliberada de provocar prejuízos aos demais.

Partindo da leitura de Henry Sidgwick e de autores contemporâneos como Ayn Rand e David Gauthier, entre outros, tentamos desconstruir uma caricatura sobre o egoísmo geralmente presente no senso comum.

Por outro lado, contrariamente às teses egoístas, foram consideradas as possíveis inconsistências e contradições existentes no egoísmo racional, bem como o suposto caráter contraproducente da ação egoísta.

Além disso, discutimos como os egoístas podem ser acusados de negligenciar a interdependência estratégica, social e afetiva presente entre os seres humanos.

Concluímos pela viabilidade do egoísmo racional na medida em que o identificamos a uma versão fraca da teoria, distinguindo-o da versão forte representada pelo egoísmo puro, em especial, ao sublinharmos o papel da racionalidade e as noções  de ampliação do interesse próprio e de contexto no qual a ação moral está inserida.

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