Sobre o livro
Inimigos à Namorados • Namoro por Conveniência • Proximidade Forçada
Flynn Hawthorne
Paxton Graves me olhava como se já tivesse reconhecido o cara tirano em mim e escolhido desprezar. De forma súbita e sem motivo — até que passei a dar-lhe um. Ou talvez, mais de um motivo. Bom, esse jogo eu sabia vencer melhor do que qualquer partida em campo.
Ao menos, foi no que acreditei, até saber que ele não perdia ou se rendia. No fim, acabamos iniciando um jogo perigoso e viciante. Sem fim. Sem vencedores. O garoto gênio e… … eu, o quarterback.
Alguém deveria tê-lo alertado das consequências de perturbar um rei cruel em seu trono, um diabo perverso em seu inferno. Porque ser odiado por mim não era só perigoso, era letal. E era questão de tempo até eu pudesse colocá-lo perante o meu completo poder e fazê-lo meu.
Meu… como tudo e todos sob meu controle. Aquela escola era minha, e eu não estava disposto a dividi-la com Paxton Graves, brilhando com seus troféus de nerd. Eu não gostava disso. Não gostava dele. E fiz questão de deixar claro.
Da mesma forma que ele havia deixado, nos tornando os maiores rivais que a North Arden School já viu. Pouco importava que fosse irritantemente bonito, eu queria esmagá-lo. Até o dia do incidente. Da aranha. Juntos. Nunca mais fomos os mesmos. Nem nossos sentimentos em relação ao outro.
Eu o aprisionei, claro. No fim, o fiz meu. O fiz aceitar esse fato.
Paxton Graves
Flynn Hawthorne era o rei do colégio, o tipo de cara que ninguém ousaria desafiar. Exceto eu: o garoto prodígio, o novo aluno de ouro do diretor e de todo o corpo estudantil da North Arden School.
Acabei pagando o preço sob o peso de sua promessa recaindo em minha vida, formando um caos irreparável: “eu vou te destruir”. Para sua infelicidade, minha existência acabou perturbando seu estrelato, seu prestígio e seu título de aluno n°1. Uma pena.
Ele se mostrava ofendido, passando a invadir meus espaços e a testar meus limites, se mostrando cada vez mais frio, caótico, territorial. Provavelmente não estava disposto a dividir espaço no armário de troféus da escola, e certamente achou que eu queria roubar sua potencial namorada.
Flynn Hawthorne era o herdeiro mais rico e esnobe da cidade. E meu pior pesadelo. Além de um canalha notório, um monstro violento e, claro, um patético tolo. Um tolo que usava os músculos ao invés do cérebro, e que esperava que isso fosse ser suficiente para ganhar qualquer jogo que jogasse.
Ainda mais comigo, que revidava com o dobro da força e da hostilidade. Então sim, ele acabou sendo um tolo para mim, ganhando desprezo. Jurei odiá-lo até o fim dos meus dias… até que um incidente me fizesse vê-lo diferente.
Depois de um fatídico acidente com aranhas… ele virou uma necessidade para mim. Em nível patológico. E eu virei a obsessão doentia dele.
Agora, Flynn queria me possuir, me controlar e me manter.
Não era natural. Não era… nós. Nós… éramos outra coisa agora. Uma coisa que precisávamos descobrir. Juntos. Antes que fosse tarde demais. Antes que ser desejado por esse belo e monstruoso pesadelo virasse tudo para mim.
Entre rivalidade, tensão emocional, obsessão e perda de controle, “Efeito Aranha” mergulha em limites que deixam de existir e em uma conexão que não nasce de escolha, mas se sustenta apesar dela. O que começa como rejeição evolui para algo mais denso, mais perigoso, onde razão e vontade já não são suficientes para separar o que é certo do que simplesmente… é inevitável.
Um vínculo. Instintivo e… … biológico.
Um Efeito Aranha.
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