E o que é que a gente não faz por amor: em nome da felicidade, você faria tudo por amor?
Por G.M. SANTHOSobre o livro
O romance navega por uma das maiores fragilidades do ser humano: a dependência do outro para ser feliz.
O enredo perpassa pela infância, adolescência e início da vida adulta de Gláuber, exteriorizando seus desejos, agonias, a eterna busca pela pessoa amada, até o momento que a encontra Michele, uma belíssima mulher casada, por quem se apaixona perdidamente.
Apaixonados, Glauber e Michele traçam planos para o futuro, mas por trás daqueles belos e grandes olhos negros despontam dúvidas razoáveis de que nem tudo são flores. Olhares furtivos, comportamentos contraditórios, atitudes hesitantes, paira um ponto de interrogação no ar.
O que estaria por detrás daquela paixão voraz entre Gláuber e Michele? Teria ela outros planos? Esconderia Michele mistérios que poderiam atrapalhar um desfecho feliz daquele relacionamento?
Ou será que toda névoa que pairava aos olhos de Gláuber não passava de fruto de meras divagações, produto do cansaço e da solidão ?
Do mesmo AUTOR do conto A GAROTA DO BANCO DE TRÁS
“A hedionda cena disparou o meu coração e me despertou os sentimentos mais primitivos que podem aguçar a mente de um homem traído.
Corri para a cozinha, apanhei uma faca e passei a esfaqueá—la. Eu a esfaqueava e ela ria, ria, ria, ria. O Marco soltava sonoras gargalhadas, apontando o dedo em riste para minha face. Eu não compreendia nada do que estava acontecendo. Todos ensanguentados e rindo, rindo, rindo, rindo.
Pareciam debochar de minha infelicidade.” “Nossos semblantes estavam muito diferentes do habitual. O sorriso cedeu lugar à preocupação. A certeza cedeu lugar à incerteza. A situação era desesperadora. O que fazer? Fiz uma sugestão nada ortodoxa.— Acho melhor abortar. Não vejo outra saída.
Sou contra, mas nesse caso há um complicador que não podemos deixar de considerar.Estava crente que concordaria comigo, mas não foi o que aconteceu.
Assim que completei a frase, vi os seus olhos irromperem—se em lágrimas.— Você está chorando, Michele!” “A música “Wish you were here” trazia numa passagem também um pouco do que estava acontecendo. Falava da saudade da pessoa amada, desejando que ela estivesse presente.
Dizia ainda que os dois eram apenas duas almas perdidas, correndo sobre o mesmo chão, ano após ano. Por fim, concluía que, nesta caminhada, só encontraram os mesmos velhos medos.
Os mesmos velhos medos: o medo da solidão, o medo de ser infeliz — e por que não de ser feliz —, o medo de mudar, ainda que para melhor.”
Baixe esta página em PDF para ler quando quiser, mesmo offline.
📄 Salvar PDFAvaliações dos leitores
Descubra as opiniões de outros leitores, explore avaliações detalhadas e veja se este livro realmente vale a pena para você, com base em experiências reais de quem já leu e compartilhou sua visão sobre a obra.
⭐ Reviews dos leitores














