Sobre o livro
Duas mulheres enterram a mesma mãe. E descobrem que o amor não salva.
Elas não se conhecem. No velório, percebem o impossível: a mulher morta viveu duas vidas paralelas. Dois sobrenomes. Duas filhas. Duas formas de ausência.
O que começa como luto vira investigação. O que vira investigação se transforma em espelho. E o espelho revela algo mais perigoso do que a verdade: a repetição.
À medida que desvendam quem foi a mãe — e por que ela escolheu não escolher — as duas mulheres se aproximam. Não por promessa, não por redenção, mas pelo reconhecimento cru da dor. Um amor nasce ali. Tenso. Imperfeito. Real.
E falha.
Porque nem todo amor resolve. Nem toda compreensão une. E permanecer, às vezes, custa mais do que ir embora.
Este não é um romance sobre superação. É um romance sobre limite. Sobre ética emocional. Sobre a coragem de negar o amor como solução quando ele exige autoabandono.
Com uma escrita incisiva, humana e sem concessões, Duas filhas de mulher nenhuma desmonta a fantasia do afeto redentor e entrega uma história profunda sobre herança emocional, escolhas impossíveis e a maturidade de aceitar o imperfeito.
Para quem não quer finais felizes fáceis. Para quem sabe que amar é risco. E que nem todo risco precisa ser vencido para ser verdadeiro.
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