Dramaturgia Aruanda: aquilombar–se é necessário, regresse a si, ao tempo, à memória e à nossa ancestralidade

Por O menino Pedro

Sobre o livro

Com este documento, tenho em vista entrar no tempo que cerca a ancestralidade presente na dramaturgia Aruanda, de Joaquim Ribeiro, diante das poéticas que observo na obra.

Dessa maneira, entendo a obra Aruanda como um espaço de reflexão, que revisita o corpo preto como uma ideia singular e única de comunidade, que transgride a sociedade para rasgar o véu que nos encobre sobre as encruzilhadas da vida.

Um corpo preto não anda só, ele sempre está acompanhado de sua ancestralidade que o fortalece, sendo um corpo que se molda sobre a ideia e a força do quilombo.

A obra Aruanda propõe um momento único de encontro entre Exu e a arte cênica, proporcionando o registro de uma obra que coloca a cultura africana e afro-brasileira em foco.

Dialogo minha escrita totalmente com pesquisadores e estudiosos de pele preta, no intuito de fazer deste documento um espaço de aquilombamento.

À vista disso, este documento é um ato de resistência do tempo ancestral preto, que manteve viva os hábitos e costumes pretos por meio da oralidade e de suas lutas diárias.

Aqui se faz presente um documento de produção poética, buscando estabelecer uma escrita humanamente sensível, tendo a estética como plano de valor humano neste documento e não como consigna de beleza.

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