Drácula 2009

Por Felipe Nunes Limas

Sobre o livro

Vampiros. Emos. Gays. Não necessariamente nessa ordem.

Para Pedro e Gus, o ano de 2009 parecia como qualquer outro. Continuavam presos na monótona cidade de Moinho Vermelho, dirigindo a mesma lata-velha e circulando entre encontros secretos em uma casa abandonada e sessões da meia-noite no Cine Cisco.

Uma noite, contudo, um estranho os segue na saída do cinema. O homem se revela um vampiro e faz um convite tentador: ele pode transformá-los em vampiros, tudo que precisam fazer é encontrá-lo na próxima noite naquele mesmo lugar.

Os dois riem da situação, mas Gus desaparece na noite seguinte sem deixar rastros. Ao mesmo tempo, cadáveres completamente drenados começam a aparecer por Moinho Vermelho, e tudo leva Pedro a crer que Gus aceitou o macabro convite e agora é um assassino.

Enquanto isso, ele também precisa confrontar anos de sentimentos que sempre teve por Gus e negou, sentimentos estes que transcendem o rótulo de melhor amigo.

Como um emo convicto, ele sabe muito bem o que é amor e sofrimento, mas será possível combinar “I hate everything about you” e “The only exception”? Será que podem viver uma fanfic de Crepúsculo ou terão o mesmo desfecho de Garota infernal?

Será que ainda existe algo de humano em Gus para que ao menos haja esperança?

Drácula 2009 é um livro nostálgico sobre um tempo em que os vampiros estavam em seu auge e a música emo dominava, quando as pessoas ostentavam franjas e a cor preta, quando ainda existiam locadoras e quando o Orkut e o MSN eram as redes do momento. Mas, principalmente, esta é uma história sobre amizade, o primeiro amor, identidade e orgulho LGBTQIAP+.

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