Do saber ao poder: Saber – decifra–me ou devoro–te. Poder – devora–me ou decifro–te

Por Alberto Oliva

Sobre o livro

O livro devota-se a discutir as complexas relações entre ciência e política, saber e poder, dispensando especial atenção ao periodo de incerteza pessoal e coletiva vivenciado durante a pandemia.

O mundo pôde contar com os resultados da proficiente pesquisa produzida pelas ciências naturais na elaboração de vacinas e de técnicas de enfrentamento das ameças representadas pelo SARS-CoV-2.

No auge da pandemia, e mesmo depois, deixaram de ser identificadas as causas das guinadas que levaram o mundo acadêmico, particularmente os departamentos de humanidades das universidades, a deixar para trás a concepção de ciência como construção social para passar a apresentá-la como detentora de valor cognitivo intrinseco e única arma capaz de fazer frente aos desafios surgidos naquele momento.

Ficou claro que o enfrentamento dos efeitos psicossociais da pandemia se ressentia da falta das contribuições das ciências sociais ao entendimento das atitudes que o homem comum assumia diante da disseminação do vírus.

Tornou-se importante compreender que fatores psicossociais foram responsáveis pela mudança que deixou de ver a ciência como mera construção social para passar a defendê-la, durante a pandemia, como baluarte da racionalidade e da democracia.

Subitamente, a defesa política da ciência se associou a uma concepção que a reputava repositório de verdades e certezas.

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