Do que são feitas as nuvens quando já dentro dos meus olhos
Por Rafael FigueiredoSobre o livro
No livro de Rafael Figueiredo, “Do que são feitas as nuvens, quando já dentro dos meus olhos”, a casa da infância, o cheiro da chuva e o verbo que “enventa-se” aparecem como matérias dessa memória transfigurada pela expressão e sensibilidade da linguagem poética.
O texto de Figueiredo divide-se em “Poemas do desconforto, poemas de palmo medido, cheiro de chuva e candeeiro”. A separação, no entanto, não se configura em um estruturalismo estático, pois os versos são moventes – tal como as nuvens – e a leitura vai amarrando sentidos e relacionando imagens.
O resultado que surge é de uma travessia lírica em que o leitor vai reconstituindo paisagens e unindo suas percepções ao que se afigura no texto em experiências estéticas mobilizada por uma linguagem profunda e onírica.
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