Do luto impedido ao luto coletivo: um caso clínico–político (Dor e existência)
Por Sandra Luzia de Souza AlencarSobre o livro
Visão geral:
– Este livro aborda a teoria psicanalítica a partir da articulação entre sofrimento psíquico e violência social. – Os aspectos do luto impedido são apresentados em contextos de subalternização, violência estatal e desigualdade social, com base em casos clínicos e análise institucional.
– O livro é escrito em estilo ensaístico e clínico-político, com forte base teórica e estudos de caso; articula teoria psicanalítica com a escuta das experiências vividas por sujeitos em territórios vulnerabilizados.
Sobre este livro:
A obra examina o luto como fenômeno psicossocial e político, questionando a quem é permitido sofrer e quais vidas são reconhecidas como dignas de luto.
A autora parte de sua experiência clínica em serviços públicos de saúde mental para expor como o luto pode ser impedido em contextos de violência, especialmente quando a perda envolve jovens negros das periferias.
Dividido em três partes, o livro analisa casos clínicos como o de “Flor”, mãe de um jovem assassinado, para discutir a negação institucional do luto. A segunda parte aborda os “cálculos de valor” atribuídos a vidas e mortes, mostrando como a desigualdade impacta a elaboração das perdas.
Já na terceira parte, a autora propõe o método clínico-político como resposta possível ao silenciamento. Um texto sensível, combativo e necessário, que convida à escuta, ao reconhecimento e à construção coletiva de espaços simbólicos de elaboração da dor.
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