Direito Social à Saúde e Judicialização da Política no Brasil: uma análise a partir da solidariedade jurídico–normativa após a Constituição Federal de 1988

Por Juliana Gonçalves de Oliveira

Sobre o livro

Esta obra se propõe a analisar a possibilidade de utilização da solidariedade jurídico-normativa como uma proposta para a intervenção do Poder Judiciário na aplicação do Direito Social à saúde.

Para tanto, analisar-se-ão as implicações do Direito à saúde dentro do Constitucionalismo Contemporâneo, passando pelo fato de a saúde ser mais uma das promessas não cumpridas da modernidade e pela diferenciação entre judicialização da política e ativismo judicial, para constatar a existência de uma verdadeira crise de paradigmas do Direito e da dogmática jurídica brasileira.

Na sequência, a solidariedade vista como um projeto político-jurídico-constitucional será abordada com um possível caminho para a problemática da excessiva judicialização individual e curativa da saúde, partindo da solidariedade moral até a solidariedade jurídico-normativa, constitucionalizada como princípio fundamental, passando pelo reducionismo de complexidade das teorias da reserva do possível e do mínimo existencial até a responsabilidade política do Judiciário na individualização de um direito social.

Ademais, pretende-se definir a solidariedade jurídico-normativa como um horizonte para efetivação do direito social à saúde dentro das premissas constitucionais de se construir uma sociedade livre, justa e solidária, comprometida com o bem-estar de seus cidadão e com a redução das desigualdades sociais e econômicas.

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